Semana 13 – Muitos de nós julgamos que preparar uma equipa de formação para uma competição tem tudo que ver com o que cada uma das jogadoras vale em termos de análise dentro dos limites da modalidade. Mas, na verdade, o jogo é um lugar mental onde os fundamentos são apenas uma ferramenta para atingirmos os momentos de sucesso.

Alto e BaixoEsta semana sabíamos ir jogar contra um adversário que está vários degraus acima de nós. Era inevitável surgirem nas cabeças de muitas das jogadoras as ideias de “não sermos capazes”, “não podermos ganhar”, algum medo, bastante ansiedade. Ver as adversárias chegar ao pavilhão, com uma média de alturas e peso também largamente superior à da nossa equipa, aumentou essas sensações negativas que enchiam a cabeça das nossas jogadoras.

A questão é que o jogo se joga no campo e não na sua antevisão. Daí que nos tenhamos focado de que não existe ganho algum nas ideias negativas. Prepararmo-nos para o pior é prepararmo-nos com o nosso melhor, o juntar de ferramentas que nos podem tornar mais poderosas perante a adversidade.

A mensagem não passou no primeiro período. As dificuldades físicas e de nível de jogo foram aumentadas, e de que maneira, pelo medo e ansiedade, sendo que foram eles que marcaram mais pontos do que o nosso adversário. Mas a grande prova do nosso crescimento começou a fazer-se nos períodos seguintes, quando juntámos também à equação um resultado irrecuperável e nos começámos a focar no que realmente importava: jogar para sermos melhores.

O jogo é um lugar mental onde a tranquilidade e a concentração possuem doses percentuais enormes no resultado que se obtém. E se conseguirmos preparar as nossas jovens atletas para o controlo dos seus pensamentos e ansiedades num momento de dificuldade, conseguimos que os fundamentos comecem a vir ao de cima. Perceber porque devemos driblar pelo corredor central. Perceber os ganhos das mudanças de ritmo e direção. Perceber os ganhos de ler as vantagens. Perceber as conquistas da organização no ataque.

No final de um jogo difícil, onde o resultado que brilhava no marcador apontava a 75 pontos de diferença, as nossas jogadoras exibiam sorrisos de orgulho. Tínhamos ultrapassado a tempestade de medo e ansiedade e acabado a partida a quase jogar de igual para igual. Aprendemos imenso. E saímos mais fortes para os desafios que se seguem.

Terça-feira há treino!

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