O golo que deu um empate ao Boavista frente ao Marítimo no jogo de estreia de Miguel Leal à frente dos axadrezados é a típica situação de invenção de espaço numa situação de desvantagem numérica. O desequilíbrio defensivo do Marítimo é visível durante todo o lance. 

O Boavista detém a bola no momento ofensivo com o médio interior a abrir na faixa esquerda, onde aparece um colega a isolar-se, com espaço para atacar a área adversária pelo corredor. Repare-se na enorme distância entre lateral do lado direito e central.

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No entanto, ao receber a bola, ignora a possibilidade de seguir até à linha, procurando a zona interior. Por momentos, parece que a situação ofensiva se irá perder, mas Carraça já está a inventar a linha de passe. Falta de reação dos dois médios defensivos. O que está mais perto da bola poderia ter “fechado” o adversário. O que está mais longe, deveria ter reagido à movimentação de Carraça. 

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A acompanhar o ataque, o médio boavisteiro cria o espaço na situação de desvantagem numérica. Ao adiantar-se entre a linha intermédia do Marítimo sem gerar nenhuma reação dos seus adversários, fica em posição para desferir um forte remate à baliza.

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A qualidade do remate, fez o resto. Pode ver o golo aqui.

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