O primeiro golo do Benfica frente ao Paços de Ferreira teve de tudo. Um passe criar rutura no alinhamento defensivo do Paços, a movimentação de Gonçalo Guedes para fora da zona de influência do segundo avançado para criar desequilíbrio com velocidade, a capacidade de atração e o soltar no espaço, para encontrar a deslocação iniciada momentos antes. Muitos princípios do jogo do Benfica, com jogo posicional e iniciativa sem bola para culminar numa grande execução técnica. Vamos por partes.

Bola nos pés de Fejsa que, com um passe, ultrapassa seis jogadores do Paços de Ferreira. Neste primeiro momento, já se observa também o movimento que tem sido marca de Gonçalo Guedes nas últimas semanas, recuando no terreno de jogo para iniciar situações onde a sua velocidade acaba por ter maior impacto.

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Mitroglou recebe de costas para a baliza e, na contemporização, atrai três defensores que voltam a ser ultrapassados com novo passe de rutura, agora do grego. Franco Cervi aparece no espaço do segundo avançado, demonstrando um Benfica capaz de conjugar trocas de posição na leitura perfeita da movimentação de Gonçalo Guedes.

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Entretanto, surge já o camisola 20 dos encarnados sem qualquer marcação, pronto a receber o endosso do argentino e originando a reação tardia do central que estava na cobertura e do lateral que poderia, bem mais cedo, ter-se apercebido do movimento de Gonçalo Guedes. No entanto, a tentação de se manter na cobertura do “seu” jogador, Salvio, fê-lo também  reagir tarde demais.

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O resto é execução técnica perfeita. Gonçalo Guedes recebe orientando a bola para o espaço de remate, desferindo um autêntico tiro que não dá a menor chance ao guarda-redes.

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Um grande golo para ver aqui.

P.S. – Também falámos deste golo na edição 009 do Podcast Lateral Esquerdo. Passem na página para o ouvir.

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