A passagem de Portugal pelo Campeonato da Europa de futebol feminino merece nota muito positiva. Na primeira participação de uma selecção portuguesa, que chegou à competição como sendo a equipa com pior ranking entre as participantes, o conjunto luso regressa com uma vitória frente à Escócia, uma derrota pela margem mínima com a poderosa Inglaterra e a perspectiva de ter ficado a apenas um golo de um fantástico apuramento para os quartos-de-final.

Esse golo marca a história de uma equipa portuguesa que, em boa parte pela ansiedade da estreia, “ofereceu” a primeira parte do jogo frente à Espanha ao adversário. Depois desses primeiros quarenta e cinco minutos de demonstração de fragilidade, Portugal assumiu uma identidade que lhe é mais reconhecida. Pela qualidade de toque de bola demonstrada pelo conjunto, pela forma abnegada como a equipa perseguiu os seus objectivos e pelo desafio que fez à sorte.

Podemos pensar nesse golo que faltou como sendo um golo sofrido, a mais, na partida inaugural, ou como a bola que não entrou no último remate de Laura Luís. Podemos escolher, de certa forma, como encarar esta passagem pelo Europeu. Por mim, escolho a leitura da evolução enorme de uma equipa que entrou sem qualquer crédito e saiu como um conjunto que pertence à elite do futebol feminino europeu.

Venham os próximos desafios!

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