O problema estava identificado e, sobre ele, falei com o Tiago Estêvão abundantemente no primeiro episódio do podcast Linha Lateral.

O Sporting permitia-se demasiado espaço entre as suas peças ofensivas para poder criar perigo no corredor central.

Em Guimãraes, Jorge Jesus deu a resposta que se pedia (exigia!), depois de um empate sem golos frente ao FCSB. Não só lançou Bruno Fernandes no jogo, permitindo-lhe uma maior liberdade entre as linhas defensivas do Vitória, como trocou os extremos, com Gelson Martins e Acuña a procurarem as diagonais interiores para aparecer no jogo.

O talento fez o resto. Quando tens tantas e tão boas opções, é fundamental que saibas colocar os melhores, não só em campo, como também no campo. Os jogadores nas posições onde podem render mais e a fazer os caminhos onde podem ferir o adversário fazem o resto.

O jogo é dos jogadores. Mas o treinador é quem escolhe os jogadores.

P.S: O Vitória de Guimarães não pode fazer um campeonato como o da época passada enquanto a dupla de Rafaéis, Miranda e Martins, não estiver ao seu melhor nível. Também para os vimaranenses, os melhores, no melhor momento, farão com que as ideias do seu treinador comprovem o seu sentido.

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