[Artigos do Expresso] Cristiano Ronaldo não acredita em espelhos mágicos

[Recuperação de um arquivo desaparecido, com a publicação de artigos que, ao longo do tempo, foi escrevendo para o Expresso. Este foi escrito em dezembro de 2018.]

Depois de, em 2018, Cristiano Ronaldo ter cumprido com todas as exigências para conquistar o cetro, e tê-lo visto ser entregue a Luka Modric, 2019 traz novos desafios para o português, agora em Itália, mas frente ao rival de sempre, Lionel Messi. Espelho meu, espelho verdadeiro, quem será o melhor jogador do mundo inteiro?

Em 2018, Cristiano Ronaldo tinha tudo para voltar a resgatar os troféus de melhor jogador do mundo. Os golos marcados, a competição de clubes conquistada, o menor fulgor das equipas do seu rival de sempre, quer na Liga dos Campeões, quer no Mundial da Rússia. No entanto, entre os jornalistas (Bola de Ouro), entre os seus pares (The Best da FIFA) e até mesmo no prémio que conjuga representantes de ambos (Melhor Jogador da UEFA), Luka Modric foi unânime vencedor, um reconhecimento que não encontrou concórdia, nem especial entusiasmo, entre os adeptos do jogo.

Cristiano Ronaldo aproveita, assim, o final do ano para, em frente ao espelho que só diz a verdade, perguntar pelo que terá ainda de fazer para alcançar novo reconhecimento. Porque mesmo que, na história do jogo, só tenha Messi como par no que ficará para a eternidade como a maior rivalidade – e a mais dominante, por mais tempo – entre dois jogadores, a verdade é que a idade não os exclui de uma corrida pelo presente. Tanto o argentino, como o português, querem voltar a ser os melhores do mundo, em 2019, porque se a história já não lhes escapa, o mito ainda sobra espaço para ser aumentado.

Nesta história, que não foi escrita pelos irmãos Grimm, não existem Brancas de Neve, nem Rainhas más, mas até para aqueles que já conquistaram o seu lugar na memória, a ideia de se dançar até à morte faz todo o sentido, porque nenhum outro teria para Cristiano Ronaldo ser jogador, se não pudesse ambicionar a ser o melhor. Na sua equipa, nas competições onde joga, no reconhecimento que merece de quem o continua a ver quebrar recordes, porque, depois dele, não há nenhum máximo que não possa ser quebrado. Poderá o novo ano devolver a Cristiano aquilo que ele fez por merecer no ano que agora finda? Itália, Messi e a Liga dos Campeões têm a resposta.

O regresso do sol em Turim

Depois de seis temporadas no Manchester United e de nove temporadas no Real Madrid, Cristiano Ronaldo mudou-se para Itália. O português soube sempre entender o momento certo para dar o passo seguinte na sua carreira. Quando, à entrada para a sua segunda temporada na equipa principal do Sporting, e a menos de um ano do Euro 2004, assinou pelo Manchester United. Quando, conquistada a sua única Liga dos Campeões com o conjunto inglês e a sua primeira Bola de Ouro, se imaginou a crescer em Espanha.

Lugar que deixa com três Ligas dos Campeões consecutivas, para um total de cinco conquistadas, tantas quanto as Bolas de Ouro que somou no final de 2017. O seu empresário, Jorge Mendes, anunciou que Cristiano Ronaldo mostrou a intenção de se transferir há cerca de um ano atrás, quando, para o próprio, o percurso no conjunto da capital espanhola estaria concluído. Os resultados atuais do Real Madrid e a convulsão que atingiu a liderança técnica depois da saída de Zinedine Zidane dão-lhe toda a razão. Era o tempo de mudar de etapa e procurar outro lugar para seguir na busca da eternidade.

Aquilo que Cristiano Ronaldo sempre perseguiu, o desejo de continuar a vencer e a evoluir na forma como pretendia dominar o mundo do futebol, precisava de contextos seguros, coerentes e preparados para atacar os mais altos objetivos. Foi nesse ambiente que amadureceu no Manchester United, foi num ambiente semelhante em que viveu os melhores anos do Real Madrid e é exatamente isso que acaba por encontrar na Juventus. Um clube que detém um domínio inquestionável e, praticamente, inatacável no campeonato italiano, tendo, ao longo das últimas temporadas, estado em duas finais da Liga dos Campeões. Em Turim, dá-se o encontro de vontades entre clube e jogador. Um clube que sente estar bem perto de agarrar o sucesso europeu, com o jogador que poderá fazer essa diferença de pormenor que, ao longo das últimas três edições da prova, sempre a fez cair para o lado dos merengues.

Os primeiros meses da temporada dão toda a razão à escolha de Cristiano Ronaldo. Encontrou uma equipa talhada para o receber, quer dentro de campo, quer a nível estrutural. O encaixe na frente de ataque da Juventus, com Dybala e Mandzukic a serem, também, na sua essência, elementos de elevada mobilidade, permite-lhe encontrar, para cada jogo, as melhores dinâmicas para levar a equipa ao sucesso. A serenidade do comando do presidente Andrea Agnelli, jovem e ambicioso, com capacidade de influência a estender-se por toda a Europa, oferece também a tranquilidade que um Cristiano Ronaldo mais maduro valoriza. Finalmente, o facto da sua transferência voltar a oferecer a Itália a possibilidade de estar na principal montra do futebol europeu fá-lo ser tratado como um elemento renovador do Calcio, ao ponto de manter uma excelente imprensa entre os analistas do país transalpino.

A conjugação de pontos positivos torna o contexto favorável para que, dentro de campo, as coisas funcionem. Escapou-se, desta forma, à noite que ameaçava toldar-lhe os últimos anos de fulgor em Madrid, encontrando, de novo, o sol em Turim, cidade que o recebe de braços abertos e sorriso confiante, pronta para trabalhar com ele em busca da glória. Esta rápida adaptação também acabou patrocinada pela ausência da Seleção Nacional no segundo semestre de 2018, permitindo a máxima expressão do futebol de Cristiano Ronaldo com a camisola do clube, logo em início de temporada, algo que não tinha sido habitual na sua carreira há algumas temporadas. Quando Cristiano Ronaldo parecia ser um jogador de ponta final de época, os onze golos marcados até aqui na Série A italiana parecem comprovar que outro mundo é possível para o madeirense. Mesmo aos 33 anos.

Dialética e Cultura para os Super-Homens

É inevitável olhar a carreira de Cristiano Ronaldo sem ter, ao canto do olho, a carreira de Messi. Boa parte do impacto de cada um construiu-se, desde cedo, nessa corrida a dois pela conquista do domínio do futebol mundial. Cristiano Ronaldo foi o primeiro a conquistar uma Bola de Ouro, em 2008, mas as quatro conquistas consecutivas de Lionel Messi e a sua pertença à equipa mais simbólica do século XXI, o Barcelona de Pep Guardiola, recompuseram, a favor do argentino, a balança da avaliação das respetivas valias. Cristiano Ronaldo, no entanto, conquistou, também ele, quatro Bolas de Ouro em cinco temporadas, com uma a seguir para o argentino pelo meio, o que reequilibrou o balanço de um mundo dividido entre os dois astros.

Entendeu-se, durante esta última década, a concorrência entre os dois jogadores dentro de uma dialética que associa, um, ao jogo coletivo, enquanto, do outro lado, se representaria o individualismo da estrela. Mas, na verdade, esta comparação sempre sofreu do impacto de ideias feitas que pouco ou nada terão sustento na realidade. A ideia de que Cristiano Ronaldo nasceu sem talento, a ideia de que Messi é um fenómeno natural, a forma como o discurso dominante das suas equipas, Barcelona de um lado, Manchester United e Real Madrid do outro, influenciam a apreciação do que é o “bom futebol” nos nossos dias. No entanto, Cristiano Ronaldo e Messi já nos terão levado à abstração das ideias que cada um poderia representar, conjugando como ideal do Século XXI um jogador que tudo pode alcançar, sem limites, e, aparentemente, sem janela temporal que o trave. Friedrich Nietzsche aprovaria esta mensagem.

A história dos prémios dos melhores do mundo fez-se, então, nos últimos dez anos, entre Messi e Cristiano Ronaldo. No entanto, em 2018, outros dois M’s acabaram por virar as contas a que já todos se haviam acostumado. Sendo certo que anos de Mundial acabam por mexer, de alguma maneira, com as tendências de voto na avaliação dos melhores do mundo, desde 2006 e da vitória de Fábio Cannavaro (singular, também, por se tratar de um defesa a receber esse reconhecimento), que não se via o duo afetado por campeões do mundo. Mais estranho soará, no entanto, que esse prémio tinha ido parar as mãos de Luka Modric, afinal de contas, “apenas” vice-campeão Mundial em 2018.

Modric foi, no entanto, a súmula daquilo que muitos dos apreciadores do futebol gostariam de ter visto reconhecido ao longo dos últimos anos. O génio gentil que domina o curso da bola, por oposição à ideia de extraterrestre, trabalhado nos ginásios ou caído do céu, que Cristiano Ronaldo e Messi acabam por personificar. Acrescente-se, no último Mundial, o impacto negativo de ver uma seleção vencer a prova com uma atitude reativa no jogo, quando a Croácia, finalista vencida, ou a Bélgica, semifinalista, inundavam os campos com perfume e ilusão. A dedicatória de Modric a Xavi e Iniesta encerra, em si própria, esse entendimento de ter sido um prémio contra-cultura. Uma espécie de pequena vingança de todos aqueles que não podem resgatar o todo. Uma homenagem a um futebol que seja mais humano, ao alcance de todos nós. Mas isso foi 2018.

Ora, a cultura que não sofre de mudança é, exatamente, aquela onde sempre viveram, a par, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Ambos impostos a uma mudança de vida radical, ainda quase crianças, com o argentino a abandonar o seu país para se juntar à academia do Barcelona, ou com Cristiano a largar a ilha da Madeira (e toda a sua família) para viver em Lisboa. Ambos tratados, desde muito cedo, e dentro dos próprios clubes, como pepitas que havia que proteger e valorizar no seu crescimento para se tornarem, como predestinados, nos símbolos maiores da sua formação. Ambos educados dentro dessa redoma de inevitabilidade, transformados em fanáticos do treino e da ideia de serem superiores a tudo e a todos os que os rodeiam. Enquanto Cristiano Ronaldo procurou na mudança de clube o espaço para continuar a evoluir, Lionel Messi manteve-se fiel ao seu clube de sempre, tendo tido a vantagem de ter começado numa equipa que já fazia parte do lote dos dominadores do futebol europeu.

Esta mesma cultura que levou à mudança de Cristiano Ronaldo, tem levado, no caso de Messi, a encontrar sempre maneiras de se reinventar como elemento diferenciador da realidade de um Barcelona que, nos dias de hoje, está já bastante longe da equipa que se inscreveu na história com Pep Guardiola. A equipa de Ernesto Valverde tem dominado o campeonato espanhol, ainda que, na presente temporada, tenha sentido algumas dificuldades pouco habituais. Perante estas, foi Messi, como sempre, o elemento que se revela para lá da espuma dos dias. Esta constante capacidade para mostrar como é que se deve escrever a história do melhor do mundo, na visão de jogo e na capacidade criativa que a sua aparente fragilidade inscreve no retângulo relvado, coloca o M de Messi como aquele que mais se poderá oferecer como rival à nova conquista de Cristiano Ronaldo. E, num ano em que não haverá Mundial, sendo que Copa América e Liga das Nações não oferecem o palco para mexer com a tendência de votação no prémio dos melhores do mundo, será no terreno da Liga dos Campeões que a competição, realmente, terá lugar.

O labirinto dos pretendentes

A entrega do prémio a Luka Modric não representou um fim de ciclo para os dois maiores jogadores deste século, porque a sua rivalidade dificilmente se ultrapassará enquanto ambos estiverem a jogar ao mais alto nível. Por isso mesmo, 2019 tem tudo para voltar a ser um ano marcado pela excelência de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, na busca desse sexto título na Bola de Ouro que deixará um deles uma linha acima nas páginas da história. Enquanto isso, o labirinto dos pretendentes continua habitado por quem, de alguma forma, espera a saída de cena dos dois grandes para se exercer como a nova resposta possível para a sede de genialidade. Um nome está, há alguns anos, enleado nas doçuras e agruras desse infindável túnel de esperanças.

É impossível falar de melhores do mundo sem mencionar Neymar. O menino que sonhou ser o melhor do mundo, mas que, a certo ponto do caminho, começou, acima de tudo, a acreditar que esse estatuto lhe era devido. O ter-se mantido de fora da realidade do futebol europeu até aos 21 anos, onde esta discussão acontece, pesou-lhe nas intenções. No Santos, era um génio por si só, magoado, em 2011, pela forma como este foi vergado na final de um Campeonato Mundial de Clubes pelo próprio Barcelona. Essa derrota pesada de 0-4, e a forma como a equipa do Santos foi manietada por Pep Guardiola, terão ajudado a manter Neymar ainda mais dois anos no Brasil, à procura do momento certo para dar o salto para a nova realidade. De alguma forma, na mente de Neymar, só faria sentido chegar a Barcelona quando o clube estivesse pronto para o assumir como referência principal. Isso nunca aconteceu. A passagem pela equipa da Cidade Condal valeu-lhe a entrada no pódio dos melhores do mundo já em 2015, mas a falta de ser a figura central da equipa levou-o a sair para o Paris Saint-Germain.

Em França, Neymar continua a evidenciar todas as suas qualidades individuais, que também ficam bem expressas em todas as oportunidades em que representa a seleção brasileira, mesmo que os resultados do coletivo não suportem essa ideia. Se o mundo se dividisse, de forma simples, entre os que jogam para o coletivo e os que jogam para si, Neymar teria o seu lugar bem claro e definido. Mas, a bem da verdade, espera-se de Neymar o impossível, a transformação do jogo coletivo numa solução individual, qualquer coisa que, ao nível mais elevado, parece mesmo ser algo apenas possível de conseguir quando te chamas Messi ou Cristiano Ronaldo.

Ainda assim, será o brasileiro o maior candidato a poder intrometer-se na luta pelo título de melhor do mundo em 2019. Ao nível das seleções, terá na Copa América um campo de combate frente a frente ao argentino Messi. Mas, como já o reconhecemos, é na Liga dos Campeões que a história se medirá. Não há, no presente enquadramento, equipa que coloque mais do seu investimento em ter sucesso na Europa do que o conjunto de Paris. Com o título francês já praticamente garantido, teremos concorrente a chegar longe na prova dos milhões. Sendo certo que já dois treinadores caíram na busca desse sucesso desejado pela administração qatari, caberá a Thomas Tuchel, com um plantel recheado de estrelas, alcançar um objetivo que poderia colocar Neymar no topo das apostas para a conquista de 2019.

Curiosamente, na mesma equipa, está o jovem que todos olham como o príncipe perfeito, futuro herdeiro dos títulos de melhor do mundo. Kylian Mbappé. 20 anos acabados de fazer. Francês. Campeão do Mundo. Para muitos, uma das figuras da equipa de Didier Deschamps que conquistou o título, ainda que o ter dividido protagonismo com Antoine Griezmann o tenha deixado de fora da contabilidade para atingir, tão cedo, o cetro máximo. O mesmo se lhe depara no Paris Saint-Germain. São muitas as estrelas, mas a seu favor terá a idade que lhe permitirá olhar para o futuro como campo aberto. A proximidade etária de Neymar para com os seus rivais e a longevidade destes pode mesmo deixá-lo como um dos melhores de sempre a não conquistar o prémio de melhor do mundo. Um Mbappé recém-saído da adolescência é um caso diferente. Para ele, não existe labirinto. É uma questão de tempo até conquistar o mundo.

Um pouco mais fundo no tal labirinto estarão os jogadores da equipa que é vista como principal candidato a conquistar a Liga dos Campeões. O Manchester City de Pep Guardiola. O desenvolvimento máximo da sua ideia de jogo, desta feita sem o génio de Messi, com uma equipa que poderia bem definir-se como um conjunto de “Xavi’s e Iniesta’s”. Mas mesmo que consiga alcançar o sucesso coletivo não haverá, no seu grupo, um elemento que possa, já, saltar por cima da força extraterrestre que continua a significar-se ser-se Messi, ser-se Cristiano. Por muito que, em termos de jogo, seja Guardiola quem continua a ditar as linhas com que se cose o melhor do jogo no nosso século.

Espelho meu, espelho verdadeiro, o que fará de mim o melhor do mundo inteiro?

Cristiano Ronaldo está, então, perante o espelho que só diz a verdade, perguntando-se o que mais poderá fazer para conquistar o título de melhor do mundo em 2019. Ganhar a Liga dos Campeões será imprescindível. Se o fizer na Juventus, permitirá o primeiro grande título europeu ao clube no presente século. Elevará o futebol italiano, de novo, ao topo do futebol europeu. Mas poderá fazer um pouco mais. É fundamental que no caminho para a conquista dessa Liga dos Campeões tenha impacto decisivo em alguma das eliminatórias, quanto mais para a frente melhor, idealmente, na resolução da final que se jogará em Madrid. Voltar a ser o melhor marcador da prova é, neste momento, um objetivo difícil. Tem apenas um golo marcado na fase de grupos, perante os oito tentos somados por Robert Lewandowski e os seis de Lionel Messi. Mas não há impossíveis para Cristiano. Vencer a Liga das Nações com impacto na Final Four poderá ajudar. Mas longe de ser decisivo.

Aquilo que o espelho também lhe dirá, por certo, é que tal como na temporada passada, ter os melhores números poderá não ser o suficiente para conquistar o prémio de melhor. Vivemos a década de Guardiola. A década do futebol de posse, da qualidade do jogo esmiuçada ao pormenor, uma época em que ficar na história não é exclusivo dos campeões. Do meio dos seus rivais, um momento ímpar, uma equipa mais completa, uma história melhor contada, poderá fazer emergir novo reconhecido. Mesmo que isso contrarie a tendência encontrada por um recente estudo da Universidade Europeia sobre as escolhas dos melhores do mundo. Nesse trabalho, os golos e as classificações nas competições europeias demarcam, na grande maioria das vezes, o vencedor do título do melhor do mundo. Mas, seguindo essa tendência, Cristiano Ronaldo teria ganho em 2018 e Luka Modric seria apenas o 9º dessa classificação.

Por isso mesmo, mais do que nunca, como escreveu Eduardo Lourenço, “os homens aproximam-se, porventura, dos limites dos seus poderes”. Mas é realmente difícil de descortinar a porta que os aproximará do sucesso. Por isso dançam os pretendentes até à beira do fim das suas forças, porque para Cristiano Ronaldo, um espelho não chega para alcançar a força do seu desejo. Nele não se vê refletido nem a criança que foi, nem o homem que quer ser. Cristiano Ronaldo não acredita em espelhos mágicos. Desde que nasceu no Funchal, em 1985, sabe que a magia tem que estar dentro de si. 2019 poderá ser um ano tão bom quanto qualquer outro para o voltar a mostrar ao mundo.

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