A geração que vai tomar conta da Seleção Nacional de Futebol [Artigos do Expresso]

[Recuperação de um arquivo desaparecido, com a publicação de artigos que, ao longo do tempo, foi escrevendo para o Expresso. Este foi escrito em março de 2019.]

Escreveu Ruy Belo que “o portugal futuro é um país/ aonde o puro pássaro é possível”. A geração, nascida em 1999, que vai tomar conta da seleção nacional de futebol vê chegar ao grupo de convocados o seu primeiro representante, João Félix. Este ano propõe uma talvez nunca antes vista conjugação de craques, junto a Diogo Dalot, Florentino, Diogo Leite, Rafael Leão e outros tantos.

Este texto trata, assim, de uma história do futuro, mas, acima de tudo, de uma história do presente que é o futebol de formação em Portugal, os talentos que emergem de escolas modeladas pelos grandes clubes portugueses, centros onde se concentram os melhores jogadores, debaixo de diferentes ideias-base para a seleção e desenvolvimento destes jovens, dentro também de modelos de jogo e treino que, não sendo confluentes, acabam por se fundir simbioticamente nas equipas que representam o nosso país.

Em redor dos nascidos em 1999, que conquistaram dois títulos europeus no seu percurso evolutivo, em Sub-17 e Sub-19, começa-se, assim, a escrever o futuro da seleção. A sorte acaba, aqui, por jogar um papel irrelevante, porque o investimento na formação se transfigurou na última década e meia, reconhecendo cada vez mais os princípios científicos desenvolvidos nas universidades portuguesas e que, há semanas atrás, foram expressos em artigo sobre o sucesso dos treinadores portugueses no estrangeiro. Onde existirem bons treinadores, os melhores jogadores acabam, também, por ser beneficiados.

Esta geração traz-nos, assim, notícias que nos permitem acreditar que o título europeu de 2016 se manterá defendido por uma equipa que terá tudo para, no futuro, voltar a tornar felizes (e campeões) todos os portugueses. Conjugando aos rapazes de 99 uns quantos outros que são, já hoje, figuras regulares nas convocatórias de Fernando Santos, e outros tantos que prometem o suficiente para acreditarmos que lá chegarão em breve.

Esplendor na Relva

“e a sua evolução segue uma linha
que à imaginação pura resiste”

No ano que em que completam vinte anos, já se afirmam como grandes figuras no futebol português. João Félix é peça central do renascimento do Benfica na presente temporada, promovido a titular indiscutível com a chegada de Bruno Lage ao comando técnico. Diogo Dalot é regularmente utilizado na equipa principal do Manchester United, para onde se mudou esta temporada, depois de se ter estreado na equipa principal do FC Porto na época passada. Rafael Leão é um dos melhores marcadores do Lille, segundo classificado da Liga Francesa, clube pelo qual assinou depois de rescindir contrato com o Sporting.

Dos nascidos em 1999 é João Félix aquele que, de forma meteórica, acaba por se transformar no primeiro a atingir a seleção AA, para além de ser quem, neste momento, se afirma de forma mais plena no seu clube. Curiosamente, um jogador que apenas se estreou em jogos oficiais pelas seleções nacionais na categoria de Sub-21, depois de escassas presenças nos escalões de Sub-18 e Sub-19. O próprio, em recente entrevista ao jornal espanhol Marca, revelava que “sente que tudo passou muito rápido, sobretudo nos últimos dois meses, onde ainda nem tive tempo para parar a pensar no que me está a ocorrer”.

E, no entanto, aí está. Depois de se ter estreado a marcar na Liga portuguesa frente ao Sporting, voltou a fazê-lo frente ao FC Porto, no jogo que colocou o Benfica na frente da classificação, conjugando a chamada à seleção, onde terá oportunidade de conhecer Cristiano Ronaldo, um dos jogadores com que sonhava jogar, com o interesse dos principais clubes europeus em ter o seu contributo num futuro próximo. Como reconhece Tomás da Cunha, comentador da Eleven Sports, “jogadores como ele não ficarão muito tempo no Benfica”.

Foi exatamente o que aconteceu com Diogo Dalot. Apesar de ser, reconhecidamente, um dos elementos mais promissores da formação do FC Porto, saiu do clube com apenas sete jogos na equipa principal, entre Liga NOS e Taça de Portugal. Naquele que se esperaria ser o seu ano de afirmação no clube, viu o Manchester United pagar a cláusula de rescisão e levá-lo, de imediato, para a Premier League. A inteligência de jogo de Dalot permitiu-lhe ter sido utilizado em diversas posições, ao longo da formação, mas é como lateral que se fixa no futebol profissional. Tomás da Cunha reconhece que Portugal se transformou num grande produtor de laterais, destacando o exemplo de João Cancelo para notar que “a ideia de adaptarmos extremos a laterais tem aumentado o nível de jogadores nesta posição, o que não deixa de estar relacionado com o termos sido sempre capazes de formar bons extremos”.

Rafael Leão também não terá tido um percurso de formação assinalável nas seleções, e Tomás da Cunha ainda não vê nele “um jogador feito”, mas a sua afirmação no Lille como avançado centro poderá torná-lo na principal referência ofensiva da seleção portuguesa que estará, a partir do próximo mês de maio, no Mundial de Sub-20. Saiu do Sporting com apenas uma mão de presenças na equipa principal, envolvido na onda de rescisões que afetou o clube. Em França, tem demonstrado uma face mais goleadora, numa equipa que aproveita muito bem as suas qualidades, como a velocidade, a mobilidade e a busca da profundidade no terreno de jogo.

Estes três exemplos de “níveis de maturidade muito precoces”, como o enquadra Tomás da Cunha, permitem entender a forma como tem crescido a qualidade da formação no futebol português. Os três grandes apostam em perfis diferentes de jogadores, João Félix a sair de uma formação do Benfica onde se privilegia os jogadores mais inteligentes, com capacidade de posse e de decisão, Diogo Dalot numa formação do FC Porto que se destaca, sobretudo, nas linhas defensivas, Rafael Leão como um jogador de características mais físicas que têm sido notadas nos produtos mais recentes da escola do Sporting.

Em comum, todos os eles, têm a sua transição de formação para o futebol sénior feita nas equipas B. “As equipas B foram decisivas para permitir melhor preparação aos jogadores que vão chegando aos futebol sénior, sendo a Segunda Liga um excelente espaço para esse desenvolvimento”, refere José Dias, observador do FC Famalicão e autor do blogue Jovens Promessas, que ao longo dos últimos anos foi mapeando os valores do futebol português. Ter os melhores talentos das equipas de formação a jogarem, precocemente, num enquadramento profissional e frente a jogadores mais velhos, torna-os passíveis de não sentirem tantas dificuldades quando se estreiam ao mais alto nível.

E tudo era possível

“Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer”

Campeões europeus de Sub-17 em 2016 e de Sub-19 em 2018, a geração de 1999 já teve uma primeira incursão em Mundiais nos Sub-20 em 2017, onde sete jogadores nascidos nesse ano tiveram lugar na convocatória. Esses sete elementos poderão repetir a presença no mês de maio, mas o factor de afirmação no Mundial que se disputa este ano, provavelmente só com jogadores nascidos em 99, acabará por ser contrariado com o facto de muitos destes jovens estarem já com créditos firmados no futebol sénior e, desta forma, num superior nível competitivo.

Gedson Fernandes fez o pleno nessas competições de seleções e foi aquele que, no inicio da temporada, logo com Rui Vitória, conseguiu espaço para se afirmar como titular no Benfica. O número de opções para a sua posição e as alterações táticas propostas por Bruno Lage poderão tê-lo tirado da montra, mas continua a ser um jogador de elevado potencial. Parece, no entanto, estar a ser suplantado por Florentino Luís, outro dos totalistas destas provas de formação.

Quer para José Dias, quer para Tomás da Cunha, Florentino surge entre os jogadores que serão referência nesta geração. À qualidade do seu jogo, junta-se a posição que ocupa, que lhe poderá permitir um rápido salto para uma Liga mais competitiva, à imagem do seu companheiro de equipa João Félix. Quem também está prometido para altos voos é Diogo Leite, defesa-central que falhou o Europeu Sub-19 por estar incluido na equipa principal dos azuis e brancos, onde começou a presente temporada como titular. A chegada de Éder Militão e Pepe acabaram por lhe retirar protagonismo, mas a aposta parece ser para manter, num jogador que acaba por ser a figura maior do conjunto portista que se prepara para disputar os quartos-de-final da UEFA Youth League, o equivalente da Liga dos Campeões nos escalões de formação.

Mas o lote de nascidos em 1999 é bastante variado. Tomás da Cunha sublinha que, em tempos recentes, “não há comparação possível em termos de geração, não só pelos títulos, mas sobretudo pelo valor individual que a equipa tem demonstrado”, enquanto José Dias reforça com “todas as posições do onze têm jogadores com potencial de atingirem nível elevado”. A figura do último Europeu Sub-19, Jota, vai começando a ter agora os seus primeiros minutos na equipa titular do Benfica, enquanto jogadores como Domingos Quina e Rúben Vinagre, que saíram muito jovens de Portugal, já se estrearam na Premier League com as equipas do Watford e do Wolverhampton. Também por cá, Miguel Luís vai sendo opção na equipa principal do Sporting, enquanto Diogo Costa e Luís Maximiano esperam ver-se abrir espaço de afirmação para confirmar todo o potencial que lhes é reconhecido enquanto guarda-redes.

Para outros jogadores, o tempo pesará como fator de inclusão, ou não, no futuro das seleções. José Gomes, avançado da formação do Benfica, prometia muito no Europeu Sub-17, em 2016, tendo-se estreado nesse mesmo ano na equipa principal encarnada. Mas, para José Dias, “já passou o seu ponto alto, não demonstrando capacidades para se manter no alto nível dos seus companheiros”. Por outro lado, Daniel Bragança, jogador das escolas do Sporting e, neste momento, emprestado ao Farense, é visto como um jogador que poderá alcançar um nível mais elevado, por José Dias, ainda que tenha tido um escasso aproveitamento nas seleções jovens e ainda procure uma oportunidade de afirmação. A questão da maturidade acaba por ter um peso grande na forma como os talentos são aproveitados e conseguem confirmar o seu nível no alto rendimento.

O Portugal Futuro

“mas isso era o passado e poderia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro”

Uma parte consistente do que será o futuro da seleção portuguesa de futebol está, já, entre os escolhidos por Fernando Santos para enfrentar o duplo confronto, frente a Ucrânia e a Sérvia, na abertura da fase de qualificação para o Europeu 2020. Nascidos em 1997, Rúben Dias e Rúben Neves demonstraram desde muito cedo as características de liderança que os fizeram avançar etapas na sua formação.

Rúben Neves é, mesmo, um caso singular, dando o salto da equipa de juvenis do FC Porto para titular da equipa principal, em 2014/15, sob o comando de Julen Lopetegui. Mesmo com 17 anos, logo demonstrou capacidades para ser aposta e assim se manteve enquanto o técnico espanhol se manteve no Porto. Foi a chegada de Nuno Espírito Santo que acabou por lhe retirar espaço na equipa principal, acabando por, numa jogada arriscada, mudar-se para o Wolverhampton, a época passada, no segundo escalão do futebol inglês. Na segunda temporada ao serviço dos Wolves, no entanto, é titular indiscutível na Premier League e luta pela mesma posição na seleção principal, sendo, inegavelmente, o elemento mais seguro de confirmação dos nascidos em 97.

Rúben Dias já esteve presente no Mundial, depois de ter conquistado a titularidade no Benfica. Mantendo-se como titular na equipa encarnada, é um jogador que desperta avaliações contraditórias, com José Dias a ver nele “condições para se manter como referência a central”, enquanto Tomás da Cunha não o vê com “capacidade para se manter nas escolhas”. Ao seu lado, no conjunto encarnado, afirma-se Ferro, um jogador que demorou mais tempo a atingir a equipa principal mas que poderá revelar-se como potencial central de seleção, numa posição onde José Dias vê lacunas para o futuro.

Também nascido em 1997, Renato Sanches foi campeão europeu em 2016, mas a mudança para o Bayern de Munique travou a sua evolução. O próprio reconheceu a inadaptação perante as novas exigências que lhe foram feitas a jogar num grande clube alemão, procurando agora espaço para recuperar a aura que fez dele o melhor jogador jovem do mundo há três anos atrás. Ainda assim, Renato Sanches acaba por ser um elemento exemplar dessa realidade que tem tocado muitos dos jovens jogadores portugueses, que acabam por passar de forma rápida pela Liga NOS, ou mesmo nunca chegando a fazê-lo de forma consistente. A tendência para vermos jogadores, ainda em processo de evolução, a serem expostos a competições mais exigentes acabará sempre por, enquanto potencia alguns valores, condenar outros pelo caminho.

O ano de 1996 tem também dois jogadores presentes na atual convocatória de Fernando Santos. Gonçalo Guedes foi um dos grandes símbolos da formação encarnada, afirmando-se muito jovem na equipa B e, posteriormente, na equipa principal do Benfica durante época e meia. A passagem para o Paris SG não o beneficiou e foi o empréstimo ao Valência, no ano passado, que lhe permitiu chegar como titular ao Mundial 2018. Uma lesão, esta época, não lhe tem permitido o mesmo brilho, mas é claramente um jogador com espaço de destaque no que será o futuro da seleção portuguesa, eventualmente tendo no setor central o seu espaço de afirmação, tendo em conta que a posição de ponta-de-lança é outra das lacunas identificada por José Silva e Tomás da Cunha.

Já Diogo Jota acaba por ser uma exceção à regra que praticamente só vê portas abertas na seleção para jogadores dos três grandes. Tomás da Cunha chega mesmo a notar que, “ao contrário do que acontece na Alemanha, o meio de entrada nas seleções nacionais parece bastante limitado aos três grandes, com o Braga e o Vitória de Guimarães a também terem algumas presenças”. Isto acontece porque “os clubes grandes têm poder para resgatar todos os jogadores que aos 14 ou 15 anos brilhem noutras equipas”. Jota dividiu a sua formação entre o Gondomar e o Paços de Ferreira, onde se estreou na Liga portuguesa, e ao serviço de quem foi convocado, pela primeira vez, para uma seleção nacional, a de Sub-19. Contratado pelo Atlético de Madrid, os empréstimos ao FC Porto e ao Wolverhampton, por quem assinou, definitivamente, no início da presente temporada, sublinharam a sua qualidade e podem dar-lhe agora a estreia na Seleção A.

Para a dedicação de um homem

“É terrível ter o destino
da onda anónima morta na praia”

Já ficou bem sublinhado o papel que as equipas B tiveram na evolução deste conjunto de jovens jogadores que se vão tornando presença habitual nas seleções portuguesas. No entanto, os fatores que mais influenciam este aparecimento de talento estão dentro daquilo que os clubes portugueses têm feito, individualmente, na formação de jogadores. Estamos a falar de elementos que, na sua maioria, aproveitaram as condições criadas pelas academias dos três grandes, fazendo aí, de forma sustentada e cada vez com maior conhecimento científico, a sua evolução. José Dias e Tomás da Cunha, também eles dois jovens, com 21 e 24 anos de idade, vêem na formação do Benfica o grande motor desta transformação.

Para José Dias, “o Benfica, no espaço de dez anos, passou de ser um clube que não tinha qualquer referência na formação, para ser o principal fornecedor de todas as seleções, até chegar, já, a sê-lo na seleção principal”, enquanto Tomás da Cunha realça a forma como na formação da Luz se deu espaço para o crescimento de um modelo de jogador como Bernardo Silva, João Félix ou Tiago Dantas, que não se vêem noutros clubes”. Para José Dias, Tiago Dantas, nascido no ano 2000, é “o melhor jogador que vi jogar na formação encarnada”, opinião que o coloca como um dos nomes a seguir como possível primeiro jogador nascido no século XXI a ter presença na seleção nacional.

Veste de azul e branco e é ainda mais jovem o “prodigioso” Fábio Silva. Nascido em 2002, e com apenas 16 anos, o ponta-de-lança do FC Porto é visto como o jogador de maior potencial entre os jovens nacionais. Atuando numa posição onde Portugal não tem sido um grande formador de talento, e mesmo tendo em conta, como sublinha Tomás da Cunha, que “poderá ainda demorar a aposta nele, na equipa principal”, desperta a atenção de todos aqueles que já o viram jogar, por exemplo, na UEFA Youth League, onde se bate com jogadores mais velhos do que ele. Outros valores portugueses prometem, também, vir a estar neste lote de jogadores, como é o caso de Rafael Camacho, que já se estreou na equipa principal do Liverpool, Tiago Djaló, defesa-central que trocou o Sporting pelo AC Milan, ou de Pedro Neto, que joga atualmente na Lazio.

O caso de Pedro Neto é exemplar de uma questão abordada por Tomás da Cunha, sobre os objetivos delineados por cada clube na forma como aborda a formação de jogadores. O Benfica, segundo o comentador da Eleven Sports, “vai aproveitando talento e vendendo, mas o SC Braga parece ter um plano mais focado na transferência dos seus jogadores, demorando a ver-se a chegada à equipa principal de talentos que têm saído da formação, como Xadas ou Trincão”. Pedro Neto foi mesmo transferido para Itália, onde se estreou na Série A, depois de ter jogado pouco mais de 50 minutos na equipa principal bracarense.

O futuro da seleção portuguesa parece estar assegurado pelo talento que continua a sair dos clubes, ainda que as equipas da federação acabem por funcionar mais como um lote de aproveitamento dos projetos diferenciados dos três grandes. Para Tomás da Cunha, o enquadramento poderá voltar a modificar-se nos próximos anos, com “o Sporting a destacar-se pela rede de observação que tem, a fortalecer as equipas mais jovens”, enquanto a aposta do Benfica poderá não ter tanta sustentação nas próximas gerações. As equipas B são um apoio fundamental para o desenvolvimento do talento nacional, como demonstram as apostas feitas por FC Porto e Benfica, lançando-se também a necessidade de um rápido regresso do Sporting a este escalão. Já quanto à Liga Revelação, José Dias e Tomás da Cunha afinam pelo mesmo diapasão, sendo uma competição ainda a precisar de ver o seu impacto avaliado mas, para já, “sendo uma competição para os jogadores que não mostram qualidade para estar no nível sénior tão cedo”. Dos jogadores dessa prova, Tomás da Cunha sublinha a qualidade de Tomas Handel, do Vitória de Guimarães, ainda que atue numa posição onde há muitos outros talentos e nunca tenha merecido, ainda, uma convocatória para a seleção.

A próxima geração a tomar conta da seleção nacional de futebol será, assim, uma geração preparada no seio de um contexto preocupado em aproveitar talento, consciente dessa necessidade para alimentar as suas equipas principais, mas, sobretudo, como forma de financiamento com as respetivas transferências. A confirmação das grandes referências que o ano de 1999 promete no momento atual será central para o alcance que a seleção portuguesa poderá ter em grandes competições como o Mundial 2026, onde Bernardo Silva, João Cancelo, André Silva ou Bruno Fernandes terão ainda lugar, e seguintes. Mas, ao mesmo tempo que se desenha o futuro, percebe-se que ele já convive connosco, na forma como estes jovens aparecem nas equipas, sem se sentir a diferença de idades. A qualidade fala mais alto. E mais alto se elevam as aspirações da que poderá vir a ser a mais brilhante geração do futebol português.

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