Não se tratou de uma viagem poética porque na equipa da Dinamarca havia muitos nomes com carreiras bem sólidas no futebol mundial e o seu timoneiro, Richard Moller Nielsen trabalhava há dez anos na Federação, tendo acompanhado o crescimento de muitos daqueles jogadores. Os resultados foram surgindo naturalmente, com a equipa a ganhar confiança numa vitória frente à França, na fase de grupos, e a ultrapassar a Holanda nas meias-finais, na marcação de grandes penalidades.
A 26 de junho de 1992, Gotemburgo recebia a final entre dinamarqueses e alemães, com o favoritismo a ir por inteiro para a equipa germânica. Mas com um remate de fora da área logo aos 19 minutos, John Jensen impunha ao destino uma das grandes histórias dos Europeus de futebol. A Alemanha bem tentou contrariar, mas já perto do fim, Kim Vilfort deu a estocada final.
Era possível passar das férias ao título europeu. A Dinamarca era campeã.