Griezmann FrançaSegundo jogo da França neste Euro, segundo dia em que fica muito claro que Didier Deschamps não tem mão tática para esta equipa. O técnico começou por “castigar” as suas duas estrelas que menos renderam frente à Roménia, deixando Pogba e Griezmann no banco. Poderia ter sido positivo contar com Payet no meio e a rebeldia de Coman e Martial na frente, mas a equipa francesa cedo se mostrou muito previsível e a Albânia segurou qualquer iniciativa, enquanto ia tentando encontrar confiança para ferir os gauleses no contra-ataque. Pela primeira vez neste Europeu, chegámos ao intervalo sem um remate enquadrado à baliza que fosse.

Segunda parte, chegou Pogba para o lugar de Martial, mas toda a expetativa dos franceses se resumia às iniciativas individuais. No entanto, com o acréscimo físico e tático no meio-campo e o desgaste do adversário, a França conseguiu impor-se no meio-campo adversário e empurrar a Albânia para o último terço. Ainda assim, as oportunidades tardavam, com pouquíssimo acerto no momento do remate. Deschamps chamou ainda Griezmann, para experimentar o onze que foi titular no primeiro jogo, colocando Gignac no lugar de Giroud para os minutos finais. Foi já em tempo de desespero que Griezmann surgiu sozinho na área para cabecear para o golo.

A França acabou por vencer por 2-0, um resultado que é injusto para uma equipa albanesa que levou até perto do minuto 90 o seu acerto defensivo. Neste Euro democratizado, será mais normal encontrar exibições com tanto recuo de linhas, mas a lógica diz-nos que as equipas mais fortes acabam, na maior parte das vezes, por conseguir marcar. O que fica, também, é a ansiedade que os franceses continuam a transportar consigo, incapazes de encontrar soluções coletivas para defrontar equipas que defendam bem os corredores e consigam bloquear o médio mais ofensivo. É um problema que Deschamps continuará, seguramente, a enfrentar, ficando muito difícil entender, neste momento, onde poderá ir encontrar, dentro do seu caderno tático, soluções que não passem pelo despejar de individualidades no meio-campo ofensivo.

Por isso, em noite que é de festa pelo apuramento, é normal que muitos sintam que há mais argumentos contra do que a favor de Deschamps. É que a França voltou a ganhar apesar do seu treinador.

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