Uma situação particularmente difícil que devemos enfrentar de uma vez

A vulnerabilidade dos atletas nas relações que estabelecem com os seus superiores hierárquicos (treinadores ou diretores) não é suficientemente enfrentada pelas estruturas de administração das modalidades desportivas. Trata-se de uma questão cultural que precisa de ser ultrapassada e transformada, exigindo-se maior consistência daqueles que têm responsabilidade no processo. Escrevo, muitas vezes, sobre mim para explicar melhor aquilo que encontro nos outros. Este era o caso em que preferia não ter a experiência para o fazer.

Os três grandes na Europa – a qualidade do treinador não tem nacionalidade

O alemão Roger Schmidt veio demonstrar que, mais do que pensamento ofensivo, a sua proposta passa pelo entendimento da complexidade do futebol dos nossos dias, algo que Rúben Amorim e Sérgio Conceição também têm trabalhado nas suas equipas. Uma semana fundamental para defender o valor dos treinadores dos três grandes portugueses.

O sorriso de Mbappé e a reconquista do território do futebol

O mundo do futebol é apenas mais um dos territórios onde a luta pela liberdade e pela democracia se desenvolve. A menorização do jogador que pensa ou do comentador que analisa é um ato ideológico de quem prefere um mundo higienizado, sem contexto ou conteúdo. A liberdade de expressão é essencial para que o território do futebol seja reconquistado pelas forças que o tornaram tão grande.

Forma, conteúdo, Conceição, Amorim

Quando tanto se confude forma com conteúdo, perdendo-se a capacidade de entender até onde a sede de imediato nos irá privar de mais conhecimento, Sérgio Conceição e Rúben Amorim defrontam-se em territórios onde se expressam, hoje, com total abrangência de funções - exceto na capacidade de dizer não à saída dos seus melhores talentos.

Comunicar é uma arte (pouco desenvolvida) e o (mau) exemplo do Manchester United

Os problemas do Manchester United têm, hoje, raízes profundas na forma como se gere o futebol no seio do clube. Dessa série de problemas não se vê solução e a comunicação tem sido uma das falhas desta estrutura. Ora, é na comunicação do futebol que ainda há muito por fazer, na perceção de que todas as mensagens tocam dois lados. Porquê continuar a insistir em valorizar apenas um deles?