Tite divulgou os nomes dos 23 convocados para o próximo Mundial e o facto de não haver grandes surpresas confirma aquilo que o selecionador brasileiro sempre entendeu estar a criar: uma equipa. O Mundial 2018 será o culminar de um processo de modelização de uma ideia, com um grupo escolhido de jogadores.

As peças centrais do onze brasileiro estão praticamente todas presentes, não se tivesse dado o caso de Dani Alves se ter lesionado e ter que ficar de fora. Alisson, na baliza, é nome seguro, tal como a dupla de centrais composta por Miranda e Marquinhos continuará sólida. Marcelo, à esquerda, é referência inquestionável.

No meio-campo, Casemiro deverá ter Renato Augusto e Paulinho por companhia, com Philippe Coutinho e Neymar a alimentar Gabriel Jesus. Willian é outro nome que está muito próximo do onze, conforme o contexto que cada adversário oferecer.

Para além destes doze nomes, mais uns quantos ofereciam poucas dúvidas. Éderson como guarda-redes suplente, Thiago Silva como terceiro central, Douglas Costa e Roberto Firmino como opções para a linha da frente.

Para os restantes lugares, a faixa lateral direita da defesa passou a ser problema. Fágner, visto como forte segunda hipótese dentro da ideia de Tite, mantém-se na convocatória, mas dificilmente conseguirá dar o passo para ser titular, com Danilo a oferecer características mais próximas às de Dani Alves. À esquerda, Filipe Luís ganhou a corrida pela posição mais forte do Brasil, neste momento, tendo em conta que Alex Sandro e Alex Telles ficaram de fora.

Para o meio-campo, Fernandinho, do Manchester City, Fred e Taison acabaram por se superar às restantes opções, sendo que me parece que Paulo Fonseca, treinador dos últimos dois nomes no Shakhtar Donetsk, tem dedo nestas escolhas. Ambos os jogadores conjugaram as suas qualidades e experiência na Liga dos Campeões com um modelo de jogo que agradará muito a Tite, acreditando o técnico que são duas peças que poderão ir a jogo em qualquer situação necessária.

Fecham a convocatória dois jogadores que dificilmente terão minutos neste Mundial. Pedro Geromel, central da melhor equipa brasileira, vencedor da Libertadores e elemento com enorme qualidade, tem uma merecida presença no grupo. Cássio, o terceiro guarda-redes, entra como homem de confiança de Tite. Talvez esta seja mesmo a posição onde o treinador brasileiro tenha acabado por me surpreender. Mas fazê-lo no terceiro guarda-redes não levanta a mínima questão.

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