Ao fim das primeiras cinco jornadas, podem tirar-se algumas ilações do que esperar do Girabola 2012. E a nota principal tem que ver com o equilíbrio registados neste início de competição, algo bem prometedor para o resto da época.

Na frente, três equipas podem orgulhar-se de ainda não conhecer a derrota. O 1º de Agosto e o Petro de Luanda estão no primeiro lugar e têm dos plantéis mais fortes da competição. O nível de reforços da equipa petrolífera foi assinalável, embora se espere ainda para confirmar que jogadores como Ben Traoré podem fazer a diferença. Já entre os militares, a experiência e o realismo com que o seu conjunto enfrenta as partidas parecem ser uma vantagem perante os seus adversários. Também sem derrotas, e com menos um jogo, o Recreativo do Libolo, campeão em título, tem tudo para repetir a façanha. Junta, ao início do Girabola, uma prometedora campanha nas Afrotaças e isso poderá vir a ser um problema na luta pelo título. Mas, por enquanto, é sem dúvida uma equipa a temer.

No meio da tabela, surgem algumas equipas que, pela inconsistência dos seus resultados, ainda fica difícil definir o que esperar. Santos e Sagrada Esperança são boas equipas mas com defesas frágeis. Sofrendo muitos golos, tanto conseguem boas vitórias como derrotas surpreendentes. No frente a frente que já realizaram, o Sagrada venceu fácil por 3-1. Mas mesmo esse resultado não parece definir o real valor das duas equipas, que serão sempre um adversário difícil para as equipas do topo.

Depois, encontramos um conjunto de equipas que planeará fazer um campeonato tranquilo a meio da tabela. Asa, Benfica de Luanda, Bravos do Maquis e Progresso Sambizanga já mostraram ser equipas com capacidade para lutar por bons resultados, embora seja difícil de imaginá-los nos primeiros lugares. As grandes desilusões, até agora, são o Kabuscorp e o Interclube. A equipa de Rivaldo perdeu quando teve que enfrentar adversários de topo (1º de Agosto e Libolo) e a sua defensiva não parece capaz de garantir o mesmo nível que assegura no ataque. Já o Interclube ainda não ganhou nenhuma das quatro partidas realizadas neste Girabola (tem um jogo em atraso, frente ao Libolo), contrariando os bons sinais que havia deixado na vitória da Supertaça. A presença na Taça CAF poderá ser uma razão, mas para lutar pelos primeiros lugares, é preciso regressar rapidamente à boa forma nos jogos do campeonato.

Finalmente, a luta pela manutenção. O Sporting de Cabinda tem acumulado problemas desportivos com problemas financeiros, sendo que uma falta de comparência e a greve de jogadores em nada parece ajudar uma equipa que foi também a primeira a mudar de treinador. Se seguir em competição (ainda existem dúvidas de que isso possa acontecer), dificilmente sairá dos lugares da descida. O Nacional de Benguela, de Álvaro Magalhães, é outra das equipas que convive com dificuldades. O plantel foi construído em cima do início do Girabola e a equipa, apesar de dois empates conseguidos, demonstra alguma incapacidade para vencer partidas. Quem também começou mal foi a Académica do Soyo. O conjunto somou três derrotas e chegou a falar-se na saída do treinador, Agostinho Tramagal. A verdade é que, nas últimas duas semanas, a equipa conseguiu duas vitórias e uma nova esperança neste Girabola.

Feito um primeiro balanço, é hora de ver quem confirma e quem desmente estas indicações iniciais, no fantástico Girabola 2012.

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