Semana 14 – Quando jogamos contra as melhores equipas, as melhores das melhores, as dúvidas parecem esbater-se na distância que existe entre a nossa equipa e as outras. De facto, elas são melhores e é nesse ser melhores que se estabelece o que acontece no jogo. Mesmo perdendo, podemos dar-nos por satisfeitas se damos lutas, se lhes criamos dificuldades num ou noutro momento, se marcamos mais pontos do que estávamos à espera. O pior é quando jogamos contra equipas que estão mais próximo do nosso nível e continuamos a ver que elas são “melhores”.

treino escada basquetebolHá, de facto, uma diferença entre as melhores e as “melhores”. Estas segundas distanciam-se de nós em períodos de jogo muito mais curtos, em pequenos pormenores, fazendo coisas que, quando nos dedicamos a elas, acabam por nos parecer fáceis. Há uma diferença enorme entre marcar presença em todos os treinos e o marcar presença apenas em alguns treinos. A jogadora que trabalha mais uma hora ou duas do que nós, a cada semana, ao fim de catorze semanas pode levar já mais de 30 horas de trabalho do que nós. Mais de um mês de avanço.

Depois, não basta só “estar” no treino, é preciso mesmo ESTAR no treino. A intensidade que colocamos em cada ação, a concentração como recebemos todas as indicações, a dedicação que oferecemos a cada exercício fazem toda a diferença. Imaginem agora que aquelas 30 horas de trabalho que as “melhores” têm a mais do que nós, se juntam todos esses condimentos. Essas 30 horas multiplicam-se por duas, três, quatro vezes. Não faltará muito e as “melhores” passarão também a ser melhores.

A única forma de combater isso está dentro de cada uma das atletas. Se queres ser a “melhor”, tens que começar já hoje a dar muito mais do que aquilo que tens dado. Se queres ser mesmo a melhor, tens que ser tu quem multiplica cada treino, cada hora, cada minuto, tornando-o mais profundo e mais efetivo a cada vez que apareces para treinar. Porque aquilo que tu mostras no teu treino é exatamente aquilo que tens para me dar durante o jogo.

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