A pressão tem muitas peles. No Estádio dos Barreiros, onde se encontravam os dois últimos classificados da Liga NOS, havia pressão por todo o lado, quer nos ombros de um treinador que se estreava na primeira divisão, quer na cabeça de todos os jogadores que iam acumulando semanas sem vencer.

No relvado, a pressão exercia-se ainda de uma outra forma, com os jogadores madeirenses à procura de mostrar serviço perante Daniel Ramos. Ao minuto 27, acabou por dar frutos no marcador.

O Tondela tenta sair a jogar, mas não apresenta referências no corredor central, nem nas faixas laterais aparece quem ofereça proximidade para um controlo da primeira fase de construção. O Marítimo, na forma como se posiciona em campo, escolhe o jogador onde quer que a bola entre.

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Enquanto a bola segue para Rafael Amorim, Éber Bessa surge a pressionar o defesa-central tondelense. Olhando para a profundidade do terreno de jogo vemos sete jogadores do Tondela que não reagem perante a dificuldade do seu colega. Este, pelo posicionamento do corpo e da cabeça, só consegue ver Cláudio Ramos, o guarda-redes, como hipótese para se desenvencilhar da bola.

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Ou seja, o problema (a bola) regressa para os pés do guarda-redes, que uma vez mais, pelo posicionamento de corpo e cabeça, continua fechado numa espécie de gaiola construída pelos madeirenses. Neste momento, mesmo que Cláudio Ramos procurasse outra referência para fazer sair a bola, já não teria tempo para escapar à presença de Dyego Sousa. Sai pontapé em formato de chamada de emergência.

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A bola acabará por embater em Dyego Sousa e sobrar para Éber Sousa, que mantendo a proximidade com a única linha de passe que a defesa do Tondela parecia explorar, consegue intercetar em jeito acrobático para fazer o primeiro golo do Marítimo.

A pressão regressou de avião, para Tondela.

O vídeo do golo pode ser visto aqui.

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