Pelo que ambas as equipas tinham mostrado no campeonato até aqui, este seria daqueles jogos em que as apostas estariam do lado da equipa da casa. No entanto, ao minuto 16, quando Mattheus Índio marcou o primeiro golo do encontro, ficou bem demonstrado que os canarinhos estariam em condições de vencer a partida. Vejamos porquê.

Em zona do meio-campo, Afonso Taira ultrapassa Gil Dias e, de imediato, procura o posicionamento dos seus colegas. Enquanto conduz a bola, o médio dos estorilistas toma total consciência de quem está onde.

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Referência no jogo do Estoril, o ponta-de-lança Bruno Gomes surge como linha de passe possível para desequilibrar defensivamente o Rio Ave, com Afonso Taira a avançar no terreno para “ir busca” já dentro da área.

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Com um ângulo reduzido para tentar o remate, Taira leva a bola até à linha final para dar tempo de reação aos seus colegas para se posicionarem. Sempre com a cabeça levantada, sempre a ver o jogo para poder reagir a ele.

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Mattheus Índio surge no lance apenas para a sua conclusão. Antes íamos vendo o extremo do Estoril muito recuado na jogada, mas no momento final, a sua explosividade fá-lo ganhar a frente de um defesa que parece nem ter reagido.

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O Estoril colocava-se na frente porque 1) explorou o talento de um dos seus médios mais recuados para conduzir a bola com noção do posicionamento de toda a equipa, 2) foi mais agressivo na exploração dos passes e das linhas de evolução no terreno, 3) soube reagir a todas as alterações que a jogada foi propondo.

O golo, em vídeo, pode ser visto aqui.

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